O presente trabalho parte da descrição da evolução do mercado de valores mobiliários brasileiro e, a partir daí, analisa sua relação com a cultura de investimentos do país, bem como, com o perfil do acionista minoritário no Brasil. Entre outras coisas, identificamos um mercado de valores mobiliários recente, desenvolvido a partir da década de 1960, pensado a partir da realidade norte-americana e com um histórico de graves fragilidades. Eventos como o chamado “crash de 1971”, o famoso “caso Nahas” ocorrido em 1989, e o advento da Lei no 9.457, de 5 de maio de 1997, que suprimiu diversos direitos dos acionistas minoritários com vistas a agilizar os processos de privatizações, são retomados de modo a evidenciar algumas das razões pelas quais o pequeno investidor, não raramente, tende a preferir investimentos em renda fixa ou no mercado imobiliário, por exemplo.