O artigo analisa a presidência pró-tempore do Brasil no Mercosul em 2025, destacando seus desafios e agendas prioritárias no contexto contemporâneo de crise do multilateralismo e fragmentação política na América do Sul. Fundamentado em análise documental, revisão bibliográfica e exame de discursos diplomáticos, o estudo discute o papel do Brasil na condução do bloco, especialmente diante da tentativa de ratificação do acordo Mercosul-União Europeia e da implementação de novas estratégias de governança regional. Argumenta-se que a integração regional deve ser compreendida como projeto político de soberania, inclusão e sustentabilidade, articulando dimensões econômicas, sociais e ambientais. A pesquisa conclui que o êxito do Mercosul depende da capacidade de cooperação solidária entre os países-membros, da atualização de seus mecanismos institucionais e do comprometimento do Brasil em exercer liderança cooperativa na construção de uma América do Sul mais unida, democrática e autônoma.