O artigo sustenta que a soberania digital deve consistir no exercício do poder estatal nacional ou institucional regional, em conformidade com as estruturas do Estado Democrático de Direito e com a promoção dos direitos fundamentais e humanos. Defende-se uma reaproximação entre a soberania e o constitucionalismo e a possibilidade de se sustentar e se implementar a necessária coordenação das soberanias popular e estatal com o pensamento e as práticas constitucionais. A construção de instrumentos jurídicos e constitucionais, a partir da soberania e do constitucionalismo digitais, é essencial para fazer frente ao ciberpopulismo, aos ataques promovidos por potências estatais hegemônicas estrangeiras e ao poder econômico das big techs.