Em meio à evolução do cenário social e econômico da Itália, o caporalato, enraizado em décadas de exploração laboral sistemática, continua a prosperar como forma ilegal de intermediação de mão de obra que se vale da vulnerabilidade estrutural dos trabalhadores migrantes, submetendo-os a condições opressivas e degradantes. Este artigo examina a evolução histórica do caporalato, suas conexões com o crime organizado e as respostas legislativas italianas visando combater essa prática. Estudos de caso em Foggia e Nardò ilustram os desafios contínuos na implementação de reformas e evidenciam os obstáculos persistentes à prevenção de tais abusos. A análise também enfatiza a importância do direito internacional e da autoridade supranacional da União Europeia como mecanismos fundamentais para proteger os direitos humanos, fortalecer a democracia e preservar a soberania estatal no contexto da expansão transnacional dessas práticas ilícitas.