Este artigo analisa a influência do amicus curiae na definição das obrigações estatais relacionadas à emergência climática, com foco na mitigação das desigualdades sociais em grupos vulneráveis, à luz da teoria marxista. A pesquisa adota abordagem qualitativa, exploratória e aplicada, com análise documental e de conteúdo baseada na metodologia de Bardin, examinando documentos normativos, jurisprudenciais e contribuições enviadas à Corte Interamericana de Direitos Humanos no âmbito da OC-32. Os resultados
indicam que o amicus curiae atua como instrumento eficaz para inclusão de perspectivas técnicas e sociais, ampliando a voz de comunidades marginalizadas e influenciando decisões que reforçam as obrigações estatais climáticas. Evidencia-se, ainda, seu potencial para fortalecer a justiça climática e orientar políticas públicas mais inclusivas. O trabalho é original ao integrar o Direito Internacional dos Direitos Humanos, o amicus curiae e a teoria marxista, contribuindo para o aprimoramento das obrigações estatais e a promoção da justiça social.