A Inteligência Artificial tem provocado um progresso impressionante, mas, ao mesmo tempo, vem também colocando em risco vários direitos fundamentais, a exemplo da privacidade, da liberdade e da igualdade. Nesse contexto, o objetivo do presente artigo foi analisar o Regulamento de Inteligência Artificial (RIA) da União Europeia, aprovado em 13 de junho de 2024, que se caracteriza, justamente, por buscar equilibrar a proteção dos direitos fundamentais e a promoção da inovação tecnológica. Para tal, foi realizada uma investigação doutrinária e documental. Ao final, concluiu-se que a RIA constitui um documento que coloca a UE como líder mundial no que se refere à regulamentação da IA considerando sua preocupação em elaborar um documento focado no respeito aos princípios éticos e aos valores sobre os quais subjazem os direitos fundamentais.