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Dossiê Temático

v. 27 n. 141 (2025)

Integração de neurotecnologias e inteligência artificial: implicações para a proteção dos neurodireitos como direitos fundamentais

DOI
https://doi.org/10.20499/2236-3645.RJP2025v27e141-3227
Enviado
7 setembro 2024
Publicado
30-04-2025

Resumo

Este artigo investiga os riscos decorrentes da integração entre neurotecnologias e inteligência artificial, problematizando: seria possível defender os neurodireitos como direitos fundamentais, mesmo na ausência de uma norma expressa no ordenamento jurídico brasileiro? Para tanto, define-se o conceito de neurodireitos e seu objeto de proteção, com ênfase na integridade mental e na privacidade cerebral. O estudo, de cunho qualitativo, adota abordagem hipotético-dedutiva com base em análise documental e revisão doutrinária interdisciplinar. Identifica fundamentos normativos que, por meio da hermenêutica constitucional, permitem o reconhecimento material desses direitos. Conclui que, embora não haja regulamentação específica, o arcabouço constitucional brasileiro, especialmente a interpretação ampliada do art. 5º da Constituição, oferece suporte jurídico à sua defesa. A proteção dos neurodireitos mostra-se, assim, juridicamente viável e essencial à preservação da dignidade, autonomia e liberdade dos indivíduos diante dos riscos oriundos da convergência entre neurotecnologias e inteligência artificial.