Este artigo discorre sobre o modelo de Estado pós-moderno que passa por uma crise na medida em que o papel e protetor da sociedade e de garantidor das liberdades públicas se vê abalado e limitado em sua atuação, posto que é incapaz de atender aos pleitos referentes à preservação ambiental, à sustentabilidade, à saúde universal e à própria preservação da vida. A tributação internacional, tida como ideia tipicamente liberal, acompanha a crise do Estado na pós modernidade, vendo-se amplamente afetada por novas demandas. Inicialmente focada em aspectos de relevância unicamente econômica, a tributação passou a ser considerada um meio de redistribuição de riqueza, buscando atingir um patamar ético fundado na ideia de justiça e distribuição da carga tributária. Essa nova visão passa a ser a mais adequada à pós-modernidade, devendo ser também aplicada à tributação internacional.