Este artigo é resultado de um processo de investigação e utilização dos conhecimentos acadêmicos, no qual se propõe uma reflexão interdisciplinar entre Direito e Administração Pública. Considera-se que os atos emanados dos agentes públicos devem ser pautados na legalidade e na celeridade como requisitos de eficiência e dinamismo da Administração Pública no contexto do novo gerencialismo e que o Direito e o ato normativo também devem ser dinâmicos, contextualizados e integrados à Administração Pública. No entanto, a morosidade do procedimento burocrático exigido para o estrito cumprimento da lei obsta a eficiência da gestão pública. Os recursos do legalismo jurídico presente também nas atividades executivas e gerenciais da Administração Pública no Brasil são insuficientes para resolver os fatos jurídicos. Assim, propõe-se a possibilidade de se construírem soluções jurídicas articuladas com a eficiência da Administração Pública e pautadas nos Princípios Constitucionais para se alterarem os contratos administrativos de natureza continuada.